Clássicos da música gótica, hoje no programa HORA SOTURNA
20/01/2017 - 11h14 em Hora Soturna

E hoje tem edição especial do programa semanal HORA SOTURNA.

Nossa locutora vai apresentar um especial com somente os clássicos da música gótica!

Hoje, transmissão mundial na Reversa Web Rádio, a partir das 22h (horário de Brasília) - Ouça pelo site: www.radioreversa.com, ou baixe gratuitamente nosso aplicativo para Android ou iOS.

A música gótica teve sua origem no chamado "Darkwave".

No começo dos anos 90 a gravadora norte-americana Projekt começou a usar o termo DarkWave para definir seu catálogo. Como esse catálogo incluía muitas bandas similares à Cocteau Twins, Dead Can Dance, Industrial clássico e sonoridades Ethereal, estes estilos passaram a ser chamados também de Darkwave. Por extensão, passou-se a chamar de Darkwave retroativamente a bandas dos anos 80 que tinham estilo semelhante e que na verdade influenciaram a Darkwave dos anos 90. Exemplos são bandas francesas como Opera Multi Steel, Collection D’arnel Andrea e as duas bandas Inglesas já citadas. Bandas que começaram fazendo uma New-Wave mais alternativa passaram a ser incluídas neste rótulo. Muitas bandas do estilo Ethereal também entram nessa classificação: Black Tape for a Blue Girl, Love Spirals Downsward, Lycia, Bel Am. etc, reclassificadas retroativamente: Cocteau Twins, Dead Can Dance, Dali’s Car, Opera Multi Steel, etc.

Em razão de bandas como Cocteau Twins terem sido lançadas pelo mesmo selo que Bauhaus, (4ad) e a pesquisa sonora e influências guardarem ligações com o que se fazia no Pós-Punk/Gótico (além de ter origens comuns), também acabou-se por usar o termo Darkwave para todo o Gótico que não fosse muito "Rock". Algo como uma "New-Wave mais obscura". (Sempre lembrando que New-Wave não se resume a "surf-rock colorido").

Assim, em alguns casos, Darkwave é usada quase como sinônimo de Gothic. Além disso, bandas como The Cure (principalmente de 81 a 83.) e Cocteau Twins, só para dar dois exemplos, na mesma época trabalhavam com sonoridades muito próximas e "ethéreis" (góticas na opinião de alguns).

Darkwave foi também o rótulo utilizado para bandas eletrônicas alemãs do começo da década de 90, mesmo que depois elas tenham enveredado por estilos que hoje recebem outras classificações. Exemplos: Project Pitchfork e Das Ich, no início das suas carreiras.

O estilo acentua suas bases eletrônicas: Exemplos: Wolfsheim, Poesie Noire, Diorama, Diary of Dreams, etc.

Então, finalmente temos o "Goth/Gothic", que tornou-se muito mais que um gênero musical: uma subcultura e um estilo de vida que acabam caracterizando até outros gêneros musicais (desde que estes não sejam esteticamente – musical e liricamente - incoerentes com o que significa, no nosso contexto, Gótico).

Os primeiros usos "oficiais" do adjetivo Gothic foram ao final da década de 70 para bandas como Bauhaus, Joy Division e Siouxsie and The Banshees, que eram também chamadas de pós-punk. Mas as influências destas bandas não se resumiam ao punk. Aqui, bandas que depois seriam chamadas de Death-Rock ainda eram chamadas de Gothic-Rock ou Pós-Punk. Na verdade, a fronteira entre o Gothic-Rock e o Death-Rock é nebulosa, acontecendo uma "retro-influência". Exemplos: Alien Sex Fiend, The Sisters of Mercy, Love Like Blood, Siouxsie and The Banshees, Killing Joke, Inkubus Sukubus, Nosferatu, London After Midnight, The Ghost of Lemora, Paralysed Age, Audra, etc.

O Gótico continuou seu desenvolvimento ao longo dos anos 90 e no século 21, desenvolvendo cenas em todas as latitudes e longitudes. Bandas de estilos musicais não tipicamente rock também são consideradas Goth.

 

Fonte: Site Spectrum

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